quinta-feira, 28 de novembro de 2019

A Recuperação Contínua

Esta escola apresenta um desafio imenso: a falta de professores de Língua Portuguesa. Contamos com três professoras efetivas e as três estão afastadas para tratamento em licença saúde. As aula foram e voltaram para atribuição inúmeras vezes. Inúmeras.
Conseguimos abrir cinco turmas de reforço em língua portuguesa cinco salas em matemática. Duas turmas de matemática foram atribuídas, no entanto, a professora também se afastou por problemas de saúde.
Frente a essa situação caótica e desoladora, traçamos algumas estratégias para que nossos alunos não fossem (muito) prejudicados.

Uma dessas estratégias foi combinar com o grupo que todos trabalharíamos a parte de leitura. Cada um na sua área, dando o enfoque necessário e sempre estimulando e desenvolvendo as habilidades leitoras e escritoras.

Outra prática foi incentivar os alunos com a utilização da (pouca) informática que possuem. A professora de matemática criou um site para auxiliar na recuperação contínua dos alunos, oferecendo desafios, revisando conteúdos e estimulando o desenvolvimentos de habilidades importantíssimas.

Em língua portuguesa deixamos as salas com eventuais "fixos", a fim de que haja continuidade no conteúdo e as habilidades centrais sejam desenvolvidas.

Para os períodos da recuperação intensiva preparamos planos de ação que contemplam as habilidades em desfasagem apontadas ela última edição da AAP assim como um aprofundamento nas habilidades estruturantes, as quais serão fundamentais para embasar a continuidade do desenvolvimento delas no próximo ano letivo.


Link do site de matemática:  https://sites.google.com/view/matematicar

A Temida OSA (observação em sala de aula)



Em primeiro lugar, a observação em sala de aula feita pelo professor coordenador não é castigo. Muito menos persecução.


A partir da OSA surgem as reais necessidades para a formação contínua do professor, posto que propicia reflexões práticas e busca meios de melhoria no processo de aprendizagem dos alunos. Partindo desse pressuposto, é um momento de parceria entre professores e PCs no qual todos saem ganhando.



Aqui, nesta Unidade escolar, discutimos - eu e os professores -  qual seria o tipo de relatório mais eficiente para nossas necessidades. Chegamos ao consenso de que cada aula observada teria um único foco (metodológico, pedagógico, entre outros) e que as devolutivas poderiam ser partilhadas parcialmente com o grupo, afinal, as boas práticas merecem destaque no contexto escolar. Ficou decidido também que o agendamento prévio das aulas observadas não seria necessário, uma vez que nosso objetivo maior era conhecer e melhorar o cotidiano m sala de aula. Alguns professores que planejam aulas diferenciadas me convidam para assistir essas aulas e isso demonstra que trabalhar em sintonia com o grupo é gratificante e evita entraves que geram atrasos e atrapalham o processo pedagógico.


No geral, enfrentamos problemas naturais de uma escola (claro, vivemos em Bauru, não em Nárnia). A falta de interesse do aluno, ainda que o professor se desdobre em mil para oferecer um aula atrativa e interessante, é um dos principais sintomas que precisamos debater aqui. Trata-se de um olhar equivocado do aluno sobre a importância da escola em suas vidas.  Um problema sério, que entra na vida pessoal de cada um desses alunos e faz parte da cultura o entorno escolar, mas que precisa ser ressignificado e esclarecido, afinal, o rendimento e a disciplina andam de mãos dadas com o interesse escolar do aluno.

Tenho que confessar que a convivência com os alunos se estreita quando entramos regularmente em sala de aula. Eles nos conhecem melhor e nós também nos aproximamos deles. Subjetivamente falando, é ótimo tê-los próximos quando estamos naqueles dias que não são "tão bons' e precisamos de uma forcinha para 'segurar a barra" que é ser professor. 


Links importantes:


O Famoso ATPC

Todo mundo conhece alguém que foge do ATPC como um vampiro (antigo) do sol.  Muitos fatores contribuem para que este importante espaço de formação pedagógica seja "temido" por tantos, há tanto tempo.

Mas há um detalhe, daqueles que fazem o filme valer a pena, que não é valorizado como deveria: O ATPC é o principal espaço de formação pedagógica disponível (e remunerado) para os professores.


Eis que surge uma pergunta: o professor coordenador é dono do ATPC inteiro?


Sim e não. Cabe ao Professor Coordenador analisar os materiais direcionados pela  SEDUC, as formações oferecidas na Diretoria de Ensino e as demandas individuais da Unidade Escolar para estabelecer pautas e propor ações formadoras diferenciadas ao grupo.

Professora Luzia compartilhando conhecimentos aprimorados em  em orientação técnica

Aqui na Escola, combinamos de replicar e estudar as orientações técnicas que todos recebemos na Diretoria de Ensino. Você deve estar pensando "credo, como assim?"

Nós resumimos o material proposto na orientação técnica e cada professor tem seu espaço para discutir, fazer experimentos e desenvolver habilidades que os pebs dos outros conteúdos curriculares não possuem. Essa ação amplia os horizontes pedagógicos de cada um e neste momento são concebidas ideias incríveis de aulas transdiciplinares. Como por exemplo: como utilizar as ferramentas do google (drive, forms, sites, blogs) em sala de aula?


Aliás, compreender que todos os conteúdos se cruzam em determinados momentos foi fundamental para estruturamos as correções das Avaliações da Aprendizagem em Processo. Debruçados sobre os índices de Português e Matemática, cada professor dos diferentes componentes curriculares selecionou questões que poderiam ser trabalhadas globalmente em sua disciplina. Os alunos aprofundaram os conhecimentos e de quebra desenvolveram habilidades importantes para seu desenvolvimento pedagógico e social, como pensamento critico e criativo e aumento do repertório cultural que culminaram em responsabilidade e cidadania...observamos assim que a BNCC já faz parte do nosso cotidiano.

Professores desenvolvendo "design thinking"



 O estudo do Currículo Paulista foi outro tema abordado. Utilizamos as já famosas metodologias ativas para nossos ATPCs desenvolvidos com este tema. Aulas invertidas, design thinking e investigação científica nos colocaram para trabalhar - ainda que nossa querida Unidade Escolar seja recém inaugurada e não contamos com absolutamente nenhum suporte tecnológico (e nem sala de leitura). Fizemos tudo na raça, com a cara e coragem que cada um tem. E conseguimos uma formação inicial satisfatória e interessante.



Outros pontos abordados em ATPC foram:

* MMR e seu acompanhamento;
* Diagnóstico de alunos com defasagens pedagógicas;
* Discussão de Leis que embasam a educação;
* Setembro Amarelo;

2020 está batendo à porta e eu já estou com muitas "balas" na agulha para deixar esse espaço formativo mais interessante e dinâmico. Somos todos professores e a nossa formação - individual e em grupo - é indispensável para nos motivar. Estar frente à sala de aula é um desafio intenso nos dias atuais e se não sentirmos que fazemos parte de um coletivo forte e capaz, desanimaremos cada vez mais. 


É aquilo que dizem por aí: "Juntos somos mais fortes"





Alguns Materiais:






Legislação Sobre ATPC : https://www.pebsp.com/atpc/



Mais um da BNCC que é bem interativo e prático: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/a-base